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Ezequiel Nôu, preso na operação de combate a agiotagem, já foi condenado por abuso e exploração sexual de menores

Ezequiel Farias Nôu, preso na manhã desta terça-feira (19)pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) com outros acusados de participação no esquema milionário de agiotagem no estado. já foi condenado a 26 anos de prisão por abuso e exploração sexual de menores. A decisão unânime – que manteve sentença da Justiça de 1º grau – é da 3ª Câmara do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

A denúncia contra Nôu – que já havia sido afastado de sala de aula, em razão de assédio a alunas – foi oferecida pelo Ministério Público Estadual, após comprovação da prática de pedofilia pelo professor, conforme investigação da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado, na operação “Silêncio dos Inocentes”, quando foi autorizada a quebra de sigilo telefônico para rastreamento e escuta telefônica.

Em 4 de agosto de 2010, o professor foi preso em flagrante acompanhado de uma menor. Na ocasião, ele tentou subornar os policiais oferecendo propina de R$ 500,00. A operação confirmou a participação de cafetões e agenciadores.

Após a prisão, o MP foi procurado por dez menores exploradas sexualmente por Nôu, que descreveram com riquezas de detalhes a forma como eram abusadas pelo professor, que molestava as vítimas com promessas de recompensa, pedindo ainda que estas apresentassem a ele outras colegas para suas orgias sexuais.

No seu voto, o relator do processo, desembargador Fróz Sobrinho, acompanhou o parecer do MP, afirmando tratar-se de uma rede de prostituição. Os desembargadores Joaquim Figueiredo e Raimundo Nonato de Souza acompanharam o relator.

Atualmente, Ezequiel respondia por esse crime em liberdade.

Do Blog do Sérgio Matias
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