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Polícia Federal faz buscas na casa do vice-presidente da CBF contra ‘caixa 2’ em AL

Segundo a PF, Gustavo Feijó realizava pagamento para financiar campanha para prefeitura de Boca da Mata. Filho dele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma.

Gustavo Feijó, vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) (Foto: Caio Lorena/GloboEsporte.com)

Gustavo Feijó, vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) (Foto: Caio Lorena/GloboEsporte.com)

A Polícia Federal faz operação nesta sexta-feira (9) contra o vice-presidente da Confederação Brasil de Futebol (CBF) e prefeito do município alagoano de Boca da Mata, Gustavo Feijó (PMDB). A investigação é para apurar a prática de “caixa 2” na campanha eleitoral dele.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas a pedido do Ministério Público Eleitoral, em quatro endereços no estado. A PF não divulgou o nome do político envolvido no esquema, mas Feijó confirmou à reportagem do G1 que é alvo da operação.

Durante as buscas, o filho do vice-presidente da CBF, Felipe Feijó, que é presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), foi preso por posse ilegal de arma. Ele foi levado para a sede da PF em Alagoas, onde pagou fiança e foi liberado.

Gustavo Feijó nega as acusações. “O inquerito policial é sobre uma denúncia que foi feita contra minha pessoa. Estou com a consciência tranquila. Os fatos serão apurados e a gente vai ver quem está com a verdade”, disse.

A operação é um desdobramento da CPI do Futebol, instaurada em 2015 para investigar supostas irregularidades em contratos assinados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A investigação foi feita em São Paulo e apurou que políticos locais ligados a entidades que representam o futebol em nível estadual e nacional teriam recebido recursos de pessoas também relacionadas a uma dessas entidades.

Ainda segundo a Polícia Federal, estes recursos foram utilizados em campanha eleitoral, com omissão de receitas e despesas nas declarações enviadas pelo político à Justiça Federal, prática conhecida popularmente como “caixa 2”.

Uma entrevista coletiva para passar maiores detalhes sobre a operação será realizada às 10h30, na sede da PF.

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