O polêmico - Jota Luiz – POLÍTICA / ESPORTES / SAÚDE / POLÍCIA e VARIEDADES

Covid-19: comércio pode ser fechado ‘se voltarem a aumentar os casos’, diz Lula

A dois dias do início da reabertura de bares e restaurantes como parte da flexibilização de medidas contra o novo coronavírus no Maranhão, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, fez uma espécie de alerta aos empresários maranhenses.

Segundo ele, as regras sanitárias definidas para os estabelecimentos devem ser seguidas à risca. Caso contrário, se o número de novos casos voltar a aumentar, é possível que haja novo fechamento.

“Se voltarem a aumentar os casos, a gente vai ser obrigado a fechar”, afirmou o secretário, durante entrevista ao programa Ponto Final, da Rádio Mirante AM, referindo-se não apenas ao setor de bares e restaurantes, mas a todo o empresariado.

Segundo ele, pelo menos por enquanto, ainda não se percebeu o chamado “efeito rebote”, e o registro de novos casos da Ccovid-19 segue em queda no estado.

Pelo calendário do Governo do Maranhão, bares e restaurantes reabrirão a partir de sábado (27), mas com uma série de restrições.

“É importante: tem muita restrição. Vai voltar, mas já não vai voltar como era. Tem distância entre as mesas; tem capacidade máxima de estabelecimento, só vai ser metade; não vai ser permitida atração cultural que promova aglomeração. E posso dizer, também, não vai ser permitido self-service no retorno, nesse momento, porque é o tipo e atividade de restaurante que não nos dá segurança. E também não retomam, ainda, praças de alimentação de shopping”, concluiu.

Empresários são presos em Teresina por receptação de cargas roubadas no Maranhão

Os produtos estão avaliados em R$ 280 mil.

SÓ MUITO ÓLEO DE PEROBA: Flávio Dino se une a José Sarney em ato de oposição a Bolsonaro

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney (MDB) devem participar juntos de um ato político virtual pró-democracia e de reafirmação da oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O evento, que será realizado por videoconferência, está marcado para a próxima sexta-feira (26), segundo informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Segundo a publicação, espera-se, ainda, a presença dos também ex-presidentes FHC (PSDB) e Michel Temer (MDB), de expoentes da esquerda e do centro, de ex-candidatos à presidência, além de representantes da sociedade civil. Convidado, Lula diz que não participará. Sergio Moro não foi chamado.

O organizador do evento é Fernando Guimarães, ex-PSDB e coordenador do grupo Direitos Já. “O Brasil não viu uma reunião tão ampla quanto essa”, diz o sociólogo. “O ato assume um papel de ser um grande palanque, como foram as Diretas. A gente vai se imaginar no Vale do Anhangabaú”, diz ele, segundo a coluna.

Luciano Huck, Guilherme Boulos (PSOL), e os ex-candidatos Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) estão confirmados, de acordo com a organização. Os movimentos Basta!, Estamos Juntos e Somos 70% também vão fazer parte.

Pré-candidatos e lideranças se reúnem para formar a maior Frente Ampla da história política de São Mateus.

Em reunião realizada no último sábado, dia 20 de junho, lideranças de vários partidos e vários pré-candidatos a prefeito de São Mateus-MA lançaram uma chapa para concorres as eleições deste ano. Juntos, as legendas somam mais de 100 pré-candidatos a vereador na cidade, no que seria a maior composição política da história de São Mateus.

Em busca da vitória nas urnas em 2020, o grupo, formado por PSD, PT, SOLIDARIEDADE, MDB, PC do B, PSDB, PSL, e PATRIOTAS, publicou documento que pontua uma série de compromissos junto a população. Um dos pré-candidatos a prefeito pelo MDB, o empresário Fábio Assunção, falou que a composição da Frente Ampla tem como principais objetivos apresentar um novo e consistente projeto político para a população de São Mateus.

Estamos todos juntos para apresentar ao povo de São Mateus uma plataforma política capaz de garantir a implantação das políticas públicas que atendam ao povo, que supere os indicadores negativos de nosso município, construir um projeto político que combata toda forma de nepotismo, de oligarquias familiares, quaisquer práticas de corrupção e de patrimonialismo e assumir o compromisso ético de transparência na administração”, declarou Fábio Assunção.

O empresário ainda explicou que para o sucesso do projeto é necessário que os partidos políticos assumam o compromisso de escolher o nome certo, que representará os interesses e necessidades de São Mateus de forma coletiva e democrática. “Precisamos resgatar a esperança do povo por dias melhores e que os seis postulantes apresentados na reunião, realmente coloquem sempre os interesses da cidade em primeiro lugar, com a certeza de que qualquer um a ser escolhido representará os desejos de amplos setores da sociedade, possibilitando as condições para a vitória nas eleições municipais de 2020”, concluiu.

Ascom

Adiamento das eleições é realidade que se impõe, dizem senadores

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A necessidade de adiamento das eleições municipais, discutida em sessão temática nesta segunda-feira (22), foi o principal consenso entre os senadores que se manifestaram. Além da data das eleições, questões como a possibilidade de voto facultativo, a preocupação com as campanhas eleitorais em meio à pandemia e a prorrogação de mandatos foram lembradas no debate.

Também participaram da sessão temática o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso; especialistas em saúde e direito eleitoral; e representantes de prefeituras.

A votação para eleger novos prefeitos e vereadores está prevista para o primeiro e o último domingo de outubro, mas por conta da pandemia de covid-19, o pleito deve ser adiado. A proposta de emenda à Constituição que trata do adiamento (PEC 18/2020) deve ser votada no Plenário nesta terça-feira (23). Foi o relator da proposta, senador Weverton (PDT-MA), que sugeriu a sessão temática.

O relatório de Weverton deve ficar pronto na manhã de terça-feira. Ele afirmou que a construção do texto é feita com base nas necessidades urgentes impostas pela pandemia e não em mudanças permanentes na legislação eleitoral. Para Weverton, a PEC precisa focar no adiamento da data da eleição, deixando outras questões para um segundo momento.

— O nosso relatório será única e exclusivamente para o momento único que a nossa história está vivendo, e que espero, eu e todos nós, que seja apenas um momento para contarmos história no futuro, mas não se repetir novamente. Então, a construção dessa solução está sendo nessa direção — explicou o relator.

INEVITÁVEL

De acordo com o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), a maioria dos líderes e dos parlamentares apoia o adiamento da votação. Ele admitiu que já existem prejuízos para o processo eleitoral, mas apontou que é essa a realidade que a pandemia impõe, já que não há controle sobre o futuro próximo da pandemia.

Para Eduardo Braga (MDB-AM) e Zenaide Maia (Pros-RN), o adiamento das eleições é uma necessidade. Segundo Braga, a mudança na data do pleito não era a vontade de nenhum dos senadores e deputados, mas sim uma realidade que se impõe e que o Congresso precisa enfrentar.

— Não é uma questão de nós querermos ou não. Está sendo imposta a nós uma decisão, e nós a faremos amanhã [terça-feira]. O mais importante de tudo isso é que nós estamos preservando o direito constitucional da periodicidade das eleições, fazendo com que seja assegurado o exercício democrático do cidadão brasileiro — disse Braga.

Esperidião Amin (PP-SC) apontou que é doloroso ter que adiar a eleição por conta da pandemia, mas disse que é preciso suprir lacunas. Nelsinho Trad (PSD-MS), por sua vez, ressaltou que a covid-19 mudou o mundo e a vida das pessoas. O senador por Mato Grosso do Sul, que foi contaminado com essa doença logo no início da pandemia, afirmou que o fato de o Brasil ser um país continental leva à necessidade de uma maior flexibilização na legislação eleitoral.

CAMPANHAS

Vários senadores também demonstraram preocupação com a campanha eleitoral em um período atípico como o que o país vive. Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) lembrou que a campanha, especialmente para o cargo de vereador, é marcada por eventos que promovem o contato com outras pessoas, como almoços e reuniões. Para ele, é preciso pensar não apenas na data das eleições, mas também no risco de contágio nesses eventos.

— Eu não tenho grandes preocupações com o dia da eleição em si. Eu acho que aí nós podemos realmente tomar providências de forma a minimizar a questão do contágio. A minha grande preocupação está exatamente na campanha, e ela vai acontecer bem antes das eleições propriamente ditas — alertou Oriovisto, que defendeu um adiamento maior, para 2021.

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) se somou ao questionamento feito pelo colega e também se disse preocupada com a maneira como serão feitas as campanhas eleitorais em meio a tantas restrições.

Ex-ministro da Saúde, o senador Humberto Costa (PT-PE) concorda com a recomendação para se evitar aglomerações, como é o caso de comícios e visitas dos candidatos às casas de eleitores. Por essa razão, segundo ele, surge a preocupação de que uma campanha feita basicamente em redes sociais, rádio e de televisão quebre a equidade na disputa eleitoral.

Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) demonstrou preocupação com a possibilidade de um prazo muito curto entre o primeiro e o segundo turno. Para ele, é preciso que o eleitor tenha tempo para conhecer as ideias dos candidatos. As datas provavelmente só serão definidas depois da aprovação da proposta de adiamento, que deixará uma janela de tempo para que o pleito seja realizado.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, explicou que a campanha por meio de rádio, televisão e redes sociais está disciplinada em leis que valem para todo o país. Já as restrições ligadas ao isolamento e ao distanciamento social dependem de regras estaduais e municipais, ou seja: variam de acordo com o local do país.

O senador Weverton explicou que, como forma de evitar abusos, seu relatório deve sugerir a inclusão, na PEC, de uma regra para determinar que os atos de propaganda eleitoral não poderão ser limitados pela legislação municipal ou pela Justiça Eleitoral. Para que isso aconteça, será preciso fundamentar a decisão com parecer técnico prévio emitido por autoridade sanitária estadual ou nacional.

— Assim, você vai dar mais segurança para que os candidatos e todos possam livremente fazer a sua campanha, seguindo, claro, as normas sanitárias que vão ser divulgadas — informou.

Fonte: Agência Senado

Academias reabrem hoje no Maranhão; veja regras sanitárias

A autorização para as academias reabrirem a partir de segunda-feira (22) no Maranhão veio acompanhada de uma série de medidas sanitárias obrigatórias para os estabelecimentos e os alunos.

O objetivo é conter a disseminação do coronavírus, já que as academias são ambientes em que a prática de exercício gera muito suor, por exemplo.

Os prefeitos podem editar regras mais rígidas, inclusive proibir a abertura das academias, dependendo da análise da evolução da doença nas cidades.

A Portaria 40 da Casa Civil, que foi feita após diálogo com o setor, estabelece as regras sanitárias estaduais.

As academias precisam seguir essas normas, além daquelas gerais que valem para todos e que incluem o uso de máscara, a higiene da mãos e o distanciamento.

Regras

As regras devem estar visíveis em cartazes para os usuários.

Todos precisam entrar e circular na academia de máscaras. Os alunos só podem retirá-las quando estiverem em sua área delimitada durante o exercício físico, distante ao menos dois metros de outras pessoas.

É preciso delimitar com uma fita esse espaço em que cada usuário deve se exercitar – tanto nas áreas de peso livre quanto nas salas coletivas. A distância de dois metros é obrigatória.

Os orientadores, professores e personal trainers precisam ficar de máscara durante todo o tempo de atendimento.

Há um limite de ocupação: uma pessoa para cada quatro metros quadrados. Ou seja, se a academia tem 40 metros quadrados, só podem estar ao mesmo tempo 10 pessoas dentro dela, incluindo usuários e funcionários.

Apenas 50% dos aparelhos de cárdio (esteiras, por exemplo) podem ser usado, para que haja espaço entre um e outro.

Não pode haver aglomeração em nenhum lugar, nem na entrada. É recomendável adotar sistemas de agendamento online para acesso à academia.

Limpeza

As academias precisam deixar um kit de limpeza para cada três usuários presentes, com toalha de papel. O material será aplicado toda vez que um equipamento for usado. Isso vale para halteres, máquinas e colchonetes, entre outros.

Os atendentes dos caixas e balcões deverão estar separados dos clientes com barreira de vidro ou acrílico.

A academia deve fechar pelo menos três vezes por dia por no mínimo 30 minutos para limpeza.

As áreas de uso comum (vestiários, salas de estar, lanchonetes) devem ser fechados caso não seja possível manter o distanciamento social e as regras de higiene constante. Saunas e banhos de vapor continuam fechados.

Os ventiladores não podem soprar de modo a dispersar o ar diretamente de uma pessoa para outra. Além disso, é preciso manter o ambiente o mais arejado possível.

A água no bebedouro deve ser liberada apenas para uso de garrafas próprias. Os usuários com cabelos longos devem mantê-los presos.

Triagem

As academias também devem fazer uma triagem para identificar sintomas antes das pessoas entrarem no ambiente. Isso poderá ser feito por meio de questionário. Quem tiver sintomas não pode entrar.

Devem-se criar horários específicos e exclusivos para idosos (60 anos ou mais) e adultos dos grupos de risco.

Piscinas

O uso das piscinas das academias exige também uma série de regras, incluindo deixar próximos a elas frascos de álcool em gel para serem usados antes dos clientes tocarem as escadas ou bordas.

É preciso usar chinelos em volta da piscina e deve haver suportes individuais para as toalhas.

Após o término de cada aula, é obrigatório higienizar as escadas, balizas e bordas da piscina.

As áreas em que não puder haver distanciamento social – como banheiras e saunas – devem ser fechadas.

Artes marciais e atividades coletivas

Nas aulas coletivas ou de artes marciais, é obrigatório o uso de chinelos ou calçados. Apenas metade das áreas do tatame ou do salão deve ser usada, para permitir distanciamento de dois metros entre as pessoas.

Deve haver pausa de pelo menos 30 minutos entre uma aula e outra para desinfetar o ambiente.

É proibido qualquer contato físico. Os praticantes terão que realizar treinos físicos e técnicos individualmente.

Os esportes coletivos, assim como as atividades de lutas, dança, esportes de combate ou similares, devem ser realizados com metodologias e dinâmicas que não proporcionem contato físico.